Tendo em vista diversas declarações/testemunhos de transmasculinidades presentes e próximes a comunidade LGBTQIA+ foi fundamental escrever este projeto em forma de filme curta-metragem para alertar sobre problemas que estão envolvendo nossos corpos como forma de evidenciar a necessidade de solução e cuidado. Como transmasculinidades presentes na cena da sobrevivência do dia a dia.

Vemos a necessidade de sermos acolhides e recebides pela cultura, como pertencentes e aliades para ampliação da mesma. Por isso, além de sermos exaltados ou aplaudides precisamos e exigimos respeito de todas as formas, tanto em relação a nossos corpos como também respeito a nossas posições hierárquicas, de forma que nossas experiências e contribuições para com a mesma não sejam silenciadas. Nesse contexto é necessário o entendimento que transmasculinidades NÃO são HOMENS CIS, possuem vivencias diversas atravessadas por experiencias raciais e identitarias diferentes, e que dentro da transmasculinidade existem diversas possibilidades de masculinidades, com ou sem o uso de hormonios.

Em nenhum momento quando nos aproximamos diante de corpos não transexuais jamais procuramos tirar o protagonismo de outras corpas dissidentes, pelo contrário, viemos para somar e fazer com que o movimento se expanda; por isso pedimos que não se atrele nossas imagens com masculinidades opressoras que minimizem a existência de outras possibilidades, perpetuando a ideia de que corpos masculinos não são abusados Assim, vemos necessário levantar a pauta sobre hipersexualização.