No Brasil, o censo demográfico de 2022 mostra que em média cada mulher tem 1,75 filhos, e as pesquisas do IBGE de 2022 demonstram que 53,3% das mulheres possuem trabalho remunerado.
Neste sentido, há amarras invisíveis impostas pela sacralização da maternidade que tensionam perspectivas de objetificação dos corpos das mulheres por uma construção social. Ser mãe é esquecer de si mesma, é priorizar o filho e todos os afazeres que compõem essa função exaustiva e inatingível.
A maternagem é o zelo, o cuidado e a proteção, o amor incondicional e a dedicação total aos filhos. Na sociedade contemporânea, a maternidade é a condição inerente e natural das mulheres, mas nem todas as mulheres querem esta função! Nem mesmo as que possuem filhos.
Com isso, questionamentos como: em qual lugar as identidades das mulheres estão alocadas? Como preencher essa lacuna na subjetividade feminina? E como ter voz diante das armadilhas impostas pela sociedade? São perguntas difíceis e complexas a serem respondidas, porém o diálogo e o acesso democrático à informação são os primeiros passos para a desconstrução de conceitos estruturais coletivos.
Os feminismos existentes são para darem conta de reparar e transformar em ação, todos estes processos que sempre colocaram as mulheres em posições inferiores.
As mulheres podem ocupar os lugares que desejarem, pois sabem inovar na reorganização dos espaços físicos, sociais, culturais, intelectuais e científicos.